Vivências

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Comunidade dos Areais da Ribanceira ( em Imbituba, SC)

 

    Esta vivência proporcionará conhecer uma comunidade tradicional de agricultores pescadores (e vice versa) localizada nos Areais da Ribanceira, município de Imbituba. Essa comunidade possui um modo comunal de uso da terra, dentro de um sistema de rotatividade (agricultura itinerante) e maneja espécies nativas como o Butiá. A paisagem da região é formada por um mosaico com roças (de mandioca, milho e diversas variedades agrícolas mantidas por gerações a mais de 50 anos) e vegetação de restinga em diversos estágios de sucessão.

    Nas últimas décadas esta comunidade passou por diversos conflitos agrários e ambientais para garantir o direito de uso da terra tradicionalmente ocupada. Atualmente os moradores passam por uma situação delicada, na luta pela regularização fundiária, sendo ameaçados de despejo da área, onde possivelmente grandes empreendimentos serão construídos. Esta vivência oportunizará conhecer a luta desta comunidade, a forma como plantam e conservam a área e como as comunidades tradicionais podem atuar na conservação da diversidade.

 Zique e Marina

 

 

Aldeia indígena Morro dos Cavalos e Maciambú

 

    A proposta deferida em caráter de reunião deliberativa no centro acadêmico de biologia da UFSC é a galera vivenciar o máximo possível o cotidiano das duas aldeias, talvez comer comida típica, talvez fazer trilha, talvez mergulharmos no rio, talvez participarmos do petyngua(cachimbo guarani com tabaco).

    As duas Aldeias estão em uma região mais periférica no parque, O Morro dos Cavalos fica ao lado da BR101, sofre bastante com os avanços do progresso, como a construção de um túnel que será feito passando pela aldeia por exemplo.

    De toda a experiência, de certo ao final o Erebiano que experiênciou o que viveu poderá contar aos outros Djurua(homem branco), e falar com mais propriedade sobre os índios Guarani, e não o que  vocêachaquesabequeouviufalaralgumacoisacoladada TV. Esperamos que você se choque no bom sentido em ver como o que você acha que sabe talvez não seja o que acontece, ou confirme que você já sabia por que você sabe muito, ou como é difícil ceder concepções próprias enraizadas sobre outra forma de se viver e de se organizar neste mundo.

    Não melhor, nem pior, apenas diferente...

 Kenny(nome)

 

 

Vale da Utopiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... 

 

    Depressão localizada entre os morros que separam a praia da Pinheira da Guarda do Embaú. Muitos caminhos levam para a Utopia, uns caminhos mais convencionais, uns mais difíceis e outros mais aprazíveis. Dá para ir pela Pinheira ou pela Guarda, pelo mar, por helicóptero, de saia ou com fome mesmo.

    É importante o indivíduo/dupla/trio/grupo/galera que busca a Utopia que vá cedo, porque a trilha mais convencional leva no mínimo 1h:20minutos, e no caminho existem altos picos aprazíveis de se instalar deveras um pouco.

    Na utopia mesmo, é fácil ficar horas passando a toa sentado, olhando no horizonte teus pés com unhas, e alguma coisa mágika no ar que todos sentem o aroma, mas não sabem o que é, porém com o fruto em segredo sonham, ou não...

    Ou como está escrito num certo muro da Guarda:

    “Há uma energia diferente no ar...

    Uns Vêem.

    Outros diz que vêem.

    E outros apenas sentem...”

   

 

 A realidade da pesca da Guarda - Pesca tradicional da tainha:

 

    Está vivência irá nos proporcionar uma interação direta com a comunidade da Guarda do Embaú, em especial com a colônia de pescadores, através da participação/observação de como é a vida da pesca durante um dia

Se tudo ocorrer bem o participante poderá presenciar/participar do cerco da tainha.

    A técnica do “cerco da tainha” é um conhecimento acumulado durante muitos anos que trata de uma estratégia de navegação e de captura. Que utiliza a comunicação não-verbal, entre os pescadores e os vigias (olheiros). Quando avistam o pescado, os vigias expressam por meio de gestos aos pescadores que  estão distantes, que é hora de ir para o mar.

    Durante os meses de maio, junho e julho a praia fica fechada para banhistas e surfistas, e a única atividade permitida é a pesca. Nesse período, grande parte da comunidade envolve-se com a pesca da tainha. Segundo os pescadores locais, ela não tem horário para acontecer, dessa forma, ficam envolvidos 24h por dia.

  

“A pesca não é somente uma atividade econômica, mas também é onde homens cultivam saberes e culturas distintas”.

 

    Essa é a oportunidade de vermos de perto a realidade local dessa arte milenar que, infelizmente, está se perdendo com o passar das gerações.

Então galera: “Chega e dá-lhe” (expressão usada por Gabriel, líder dos pescadores).

 

Gabi (facilitadora da vivência).

 

 

 

“TOUR” pela Baixada do Maciambú (=região do EREB): Serão 2 vivências em uma ! 

 

           De manhã:

           Vivência “Mário das conchas”: Conheceremos um pouco da vida do biólogo Mário Bleiker, que há 25 anos atrás resolveu largar o mundo acadêmico e ir morar na vila da Guarda do Embaú, onde trabalha com artesanato feito de conchas e explora a inacreditável biodiversidade da região.  Faremos uma caminhada pelo litoral da vila, enquanto conhecemos a vida de quem acompanha de perto a natureza da região e os impactos do ser humano neste ambiente. TRAGAM SUAS CONCHAS! :)

 

            A tarde:

            Vivência PRÓ-CREP (Centro de Reciclagem): Teremos a oportunidade de conhecer e participar in loco das atividades diárias de um centro autônomo de triagem de lixo reciclável. A PRÓ-CREP é uma associação de moradores da vila da Pinheira, que recolhe e tria todo o lixo reciclável da Baixada do Maciambú (região entorno do EREB). Lá ainda se produz o biodísel a partir do óleo de cozinha usado, que é usado para abastecer os próprios veículos que recolhem "o lixo "!

 

             Final da tarde(vivência Bônus): Pedra do Urubu: Se sobrar tempo, ou outro dia, ainda poderemos caminhar até a Pedra do Urubu, aproveitar o por do sol e olhar de cima os principais pontos da Baixada do Maciambú. Até se chegar ao topo serão cerca de 50 minutos pela mata atlântica fechada.

 Facilitador: André Xitão


                 Sítio Agroecológico Çarakura

     Conhecer o sítio Çarakura é.... impossível descrever. Mas, em palavras, é conhecer um local que estabelece relações com o ambiente no qual está inserido diferentes das que estamos acostumados. Localizado na área rural do bairro Ratones, em Florianópolis, ao pé do morro que divide a bacia hidrográfica de Ratones e a da Lagoa da Conceição, o sítio é um local muito especial, principalmente por todos os seres que moram nele. Lá são aplicadas diversas práticas permaculturais, que incluem toda sorte de bioconstrução, como telhado verde, ferrocimento, calfitice e bambu e outras práticas envolvendo saneamento com banheiros secos, tratamento de águas cinzas e agricultura astrobiodinâmica.
    Além disso, há toda a atividade de reflorestamento da exuberante mata atlântica onde é praticado educação ambiental, que também faz parte da rotina do sítio, tendo como parceiras diversas escolas da cidade.  
    No sítio há muita conversa, muita comida boa feita com amor, muita renovação de energias e também se tem a chance de passar um tempo fora da correria do dia-a-dia em um local que inspira a paz, podendo aprender com pessoas que estudaram e vivenciaram muito um estilo de vida mais harmônico com os seres que vivem na terra com a gente.       
    Mas, assim como diversos outros locais da ilha de Santa Catarina, o sítio ÇaraKura sofre com as pressões da urbanização, existindo até mesmo um projeto de asfaltamento da trilha histórica que liga Ratones à Costa da Lagoa. Diante dessa e de outras pressões, surge o projeto de criação da RPPN Çarakura no local que será discutido durante a vivência.

Facilitador: Mick(Cássio), GEABio (Grupo de Educação e Estudos Ambientais da Bio UFSC) -

 


            Botânica de Restinga

    A atividade será  desenvolvida como uma sequência de diversas vivências de botânica que ocorreram em EREB’s anteriores: Morro do Osso (Lami 2002), Cerro da Cavalhada (Barra do Ribeiro 2004), Lagoa do Peri (Floripa 2005), Cachoeira da Mulada (Caxias 2006), Bombinhas (Itajaí 2008), Restingueando (Bacopari 2009).

    O objetivo é  realizarmos uma conversa aberta sobre a origem, estrutura, florística e peculiaridades deste ecossistema dentro do contexto do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

    Para tanto faremos uma saída de campo procurando observar com olhar questionador todos os fatores que influenciam na vegetação ,com ênfase na identificação das principais espécies ocorrentes.

    Ao longo do encontro estaremos com um espaço permanente de identificação botânica, ESPAÇO RAULINO REITZ, com literatura e taxonomistas à disposição para diversas formas de interação e construção do conhecimento.

JAPA (Anderson) 

 

             Vivência Pedra Branca

 

    Subida ao Morro da Pedra Branca (500 metros de altitude), situado entre as cidades de Palhoça e São José. Do alto do morro além da visão panorâmica destes municípios e da Ilha de Santa Catarina, pode-se contemplar belas paisagens naturais, com o que sobrou da típica vegetação de Mata Atlântica que cobre os morros da região e a bacia do Rio Cubatão, um dos principais mananciais que abastece a região da grande Florianópolis. Neste cenário vamos vivenciar os ecossistemas locais e presenciar o início do processo de urbanização de uma comunidade rural, concomitante à urbanização de elite da capital e as suas conseqüências socioambientais.

    Como chegar: A trilha até o topo da pedra leva em média 2h (e mais umas 2h pra voltar), e inclui um bom grau de dificuldade dada a declividade do terreno e à preservação da mata e dos rios que cortam o morro.  É aconselhável, além de ter um bom preparo físico para subir e descer o morro, o uso de roupas e de calçados próprios para a caminhada dentro da mata, além de acessórios como boné, protetor solar, repelente e demais utensílios "matísticos" que achar necessário.

Tita e Japa(Renan)

 

Centro de Visitantes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (CV/PEST)

    Faremos uma visita ao centro de visitantes da unidade de conservação que protege quase toda a natureza que compõe a paisagem do entorno do EREB. Várias serão as atividades que poderemos fazer ao conhecer o programa de educação ambiental: trilhas, oficinas, troca de experiências e, se o tempo ajudar, banhar-se numa cachoeira. Vivenciaremos um pouco da beleza, da importância ecológica e da biodiversidade do parque idealizado pelo padre botânico Raulino Reitz. Não será fácil deparar-se com as inúmeras dificuldades que ameaçam a proteção do PEST. Aqueles que se interessam por UCs não podem ficar de fora!

 

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